quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Dizem por aí que uma figura vale mais que mil palavras.
Dizem também que o silêncio fala.
Seja ele em alegria contida, gritos sufocados ou simplesmente como o é: silencioso.
Parei por um tempo para escutá-lo.
(...)
Não sei ao certo a hora, mas inusitadamente tenho-o em minha presença;
Diante de mim, com o olhar fixo, indescritivelmente vazio e profundo.
Dizem também que olhares, caras, caretas e bocas falam por palavras.
Meu silêncio foi escutado. Minha surpresa no olhar era explícita.
Então,ouvi um pequeno discurso: "
Borboletas estão em todo
lugar, mas nunca vi alguém que tanto as atrai quanto você : você mantém seu brilho,será por isso?
Estou aqui porque o calçador não me serviu,não era meu nº."
Então,tudo aconteceu antes que eu pudesse sequer imaginar.
Tratei de arrumar um calçador que o servisse e fui então regar minhas margaridas.
:: por <#Doralinda#> :: 09:38:36 ::
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domingo, 25 de março de 2007
Acordo com o sol no meu rosto entrando pela fresta da persiana quebrada.
O dia tem cheiro de novo; um cheiro gostoso de dar prazer de abrir para usar as 24 horas.
Levanto da cama quebrando o 'ritual matutino dos 5 minutos', como se o dia ñ pudesse esperar.
E ele sorri pra mim brilhantemente.
Na geladeira um "te amo" em letra corrida e a perfeição ''hollywoodiana'' por momento amedronta.
O dia ñ pode esperar, o tempo ñ pode esperar.
Sorrio bobamente pra ele como se pudesse realmente me entender e recebesse a gratidão.
Pego a bolsa, e qnt à ele vou abri-lo para usá-lo:...me restam 23 horas e 20 minutos para sorrir.
Na TV em papel adesivo-amarelo-de-recado com caneta vermelha: "Eu tb".
:: por <#Doralinda#> :: 00:25:17 ::
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terça-feira, 13 de março de 2007
Vamos ser nós mesmos.
Ouvi o barulho do silêncio, e incomodada tratei logo de desfazê-lo :
É,vamos..nós mesmos com pequenas alterações.
Em nenhum momento determinei que seria o dia mais importante do resto de minha vida,e que ele sentado com os pés enterrados na areia seria o maior responsável dessa descoberta.
Ângela me sublinhou para tomar nota: "Acho que devemos fazer coisa proibida _ señ sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim com o aviso de que somos livres."
Logo,faço as dela minhas palavras.
Vamos, anda! Vamos tomar sorvete se lambusando até lamber os dedos, vamos rir no elevador,deitar na grama e olhar pro céu,falar besteiras inúteis, dançar sozinho, cantarolar errado,vamos sentar à sombra de um guarda sol com a idéia de paraíso!
É,vamos preservar as borboletas e seu brilho. *inner
E foi assim.
Feliz 2007.
:: por <#Doralinda#> :: 23:38:16 ::
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domingo, 24 de dezembro de 2006
Ela disse : "Sabe pq meus olhos brilham? Pq qnd a gent passa a ver td mais colorido e com um novo sentido,eles ganham + vida e sorriso e aí.. plim! Brilham."
Depois de mto, eu non parei pra pensar q fosse realmente possível.
Mas aí um anjinho chegou, fechou um ciclo para iniciar um outro..
..oq chamei de "o primeiro do resto de nossas vidas". Foi assim q começou. E é assim q continua.
Pq ele me permitiu ser dele. E tb pq ele se permitiu ser criança amante,e amada.
Aborboletaram-se de amor.
Enquanto houver música, sentimento, boas distorções, mpb e brilho nos olhos,têm a certeza de que valeu a bonequinha sentar ao lado do ursinho na prateleira.
Ela finaliza: "Passei a acreditar no amor e buscar sem sabê-Lo. Só senti em um espaço ao voltar do banheiro, que uma cadeira vazia e o fato de ñ conhecer BS apenas me faziam sentir com maior intensidade os "espaços em branco" antes (des)conhecidos em mim."
Oq eu falo,então?
Que desejo toda a felicidade e harmonia para o resto de suas vidas juntos.
**Zé Bolog**
Querida mãe, acredito que este seja o último post de 2006,né?
Estou tão feliz qnt vc, e desejo sempre este sorriso no rosto (q senti falta por um tempo, e qnd retornou ao seu rostinho, veio com intensidade jamais vista por ngm).
Sei q este ano q passou foi um tanto especial com acontecimentos extremos que te fizeram mto feliz, fazendo sua retrospectiva. 18 anos em 1,bem desses.
Sinta-se mais experiente.
Sinta que valeu a pena.
Vá, e volte com um ano novinho em folha,para ser mais feliz ainda!
Bj
Zé bolog, sua criação, seu consciente, seu inconsciente.
:: por <#Doralinda#> :: 14:34:53 ::
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terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Sem mais,todo aquele barulho se fez em silêncio
O riso se calou, e ela observou q tudo se fez em nada
Td o necessário era chorar,mas não podia
"Vc nunca entenderia"
As lágrimas secaram, e meus olhos só expressam o desespero
"Não,ainda não encontrei ninguém pra me dizer que td vai acabar bem"
Sinto falta de mim,de quando reconhecia meus sentimentos
Não consigo mais me encontrar, tudo parecia fazer sentido
Cansei
As promessas vazias me envolveram
Sinto falta da minha inocência
"Não me faça sonhar, não acredito mais"
Não olhe nos meus olhos...
...é pedir mto?
"Não quero fingir"
Pois seja benvinda.
:: por <#Doralinda#> :: 15:40:56 ::
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quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Há três anos atrás,com meus (f)úteis 15 anos resolvi ter um blog:
E era a "moda" da época, ter um diário virtual em que seus amiguinhos
acessavam por livre e espontânea pressão para ler fatos realmente
inúteis de sua vidinha monótona adolescêntica de 2º grau e comentarem
que "estava super legal",etc.etc.
Ñ reclamo dos meus amiguinhos,mt pelo contrário,agradeço-os,pois sem
qualquer incentivo (no caso,os comentários),eu ñ estaria aqui hoje
dedicando um texto rapidamente rascunhado e postado em homenagem
à hj.
(...)
O tempo passou, trocou-se icq por msn, criaram-se flogs, videologs,
orkut, e o meu bloguinho continuava no ar. Ok, ñ nego que por
momentos (e muitos!) foi mt abandonado, mas em outros muito me
foi útil.
E ele cresceu junto cmg, junto com o tempo e com o instante-de repente.
Um nome? "Zé Bolog"
Foi se auto-aperfeiçoando como minha criação,meu consciente e meu inconsciente.
Começou realmente a sê-lo por algum instante,e não do princípio da inauguração.
Continuamente está sendo (re)feito e ele por si só não possui qualquer
compromisso com a vida ou literatura. Conquistou um grau elevado de
autonomia para um "simples" blog.
"Simples blog?Eu sou sua criação, seu consciente, inconsciente...!Como ousa?"
(...)
Eu? Nada a declarar.
Mas até que gosto d'ele assim. Eu também não sei não-pensar,não-falar ou escrever.
Por vezes tomou conta de seu/meu próprio espaço para exteriorizar com gritos abafados o sentimento,alegria,sofrimento e dor de sua dona. 'Por momento me chateava,mas até que fui tendo como uma inspiração.
Me inspirei na minha própria criação.
"Belo,muito belo. Voltastes em grande estilo. Em meu aniversário de primeira criação,
(com uma roupa nova brega,por sinal) e te digo que não quero ser somente eu
mesmo,mas também o que não sou."
(...)
Zé,você "o é", você "me é" e pelo visto continua a procurar mais "ser"...
...você é do sempre e do nunca,ambos estão sendo.
"Você lembra quando passou pra filosofia...?"
(...)
HaHaHa,e você junto comigo. E se tornou um tanto crítico-rabugento. Mas sei que o faz por pura diversão. Você ñ me pega...lero-lero-lero! =P
Sem maiores descrições possíveis, por mais que me sopre surrurando ao pé do ouvido,não consigo descrevê-lo.Apenas conhecer. É ao mesmo tempo que meu,seu próprio espelho.
[diálogo internos-exteriorizados...ou não.]
Procurei nos dicionários, mas não o encontrei.Não há um sinônimo no ser,nem na criação.És ímpar.
"Graças à ti.Mto obrigada..."
(...)
Pra ser sincera,as palavras me fogem. Tenho tanto a dizer que me perco.
Acabo por aqui,te desejando um feliz aniversário de "3 anos-1ªcriação".
Mto obrigada.
:: por <#Doralinda#> :: 13:30:27 ::
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segunda-feira, 29 de maio de 2006
De repente oque parecia fazer sentido, não mais o fez.
Mas a verdade é q tentei fazê-lo; por todo esse tempo. E nele
acreditei;
Para agora meu "sentido" me ser tirado.
Feito de mim, pra mim. E simplesmente tirado por um papel mal
dobrado em duas parte escrito à lápis.
Dele.
_Logo agora? Ñ, ñ podia ser. - repetia em pensamento para acreditar
nesta impossibilidade visivelmente possível.
O melhor de mim ñ foi o suficiente. Eu tentei. Mas nunca ngm o reconhece.
Alguém (ei,psiu!vc msma) me disse uma vez que carregasse os sonhos
na mochila, comesse o jiló para tomar o sorvete de morango na sobremesa
e pisasse em folhas secas na calçada :
º Guardei em uma gaveta,embaixo de Machado de Assis.
º "Obrigada, estou de dieta".
º Ñ estamos no outono.
Pensei mt,e pelo que conheço,ele estava "lá" pensando
em mim, pensando aqui.
"Sou feliz na hora errada.Infeliz quando todos dançam."
Ñ,de novo ñ!- e repetia, sem maior efeito.
Malditas borboletas...
(...)
E se é possível,então foi assim...:
...esbocei um rascunho rápido de uma resposta.
:: por <#Doralinda#> :: 22:49:42 ::
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sábado, 6 de maio de 2006
"Entre, fique à vontade" _eu falo puxando uma cadeira à mesa do café
enquanto entra pela porta dos fundos.
O relógio antigo da cozinha marca 9 e 8 da manhã.
"Sirva-se,açúcar ou adoçante?" _ofereço-lhe os bolinhos que acabara de
tirar do forno, enquanto da bolsa retira um envelope e o estende em minha
direção.
De "lá",ele revira umas revistas velhas,procura uma "AA" para seu disc
man, senta no chão,no canto, acaricia o gato, e torna a revirar as revistas.
Está em meu nome. E por fração, me perco : "Ñ é possível..."
Ñ percebi quando [e se] demorou a sair; mas o mesmo marca 9 e 12.
Eu ainda olhava perdida para o envelope fechado sobre a mesa, enquanto
ela chegava "lá" dizendo _ "Entreguei".
:: por <#Doralinda#> :: 20:47:06 ::
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sábado, 1 de abril de 2006
"Eu,Doralinda P., dezoito anos, 'drogada,prostituída'..."
Tudo se dissolve em luzes,cores, formas e sons; O mundo exterior
foi emancipado.
Os olhares encurralados e apreensivos juntos à risos sofridos,mas
dispersos, por um instante parecem reais.
E tudo é extremamente incômodo na visão de alguém que uma vez
conheceu a amizade,a confiança e [algo parecido com] o amor.
Os laços de tudo aquilo que fora fantástico se estreitam :
nada mais surpreende.
Tudo ñ passa de impressão(enquanto comparado à idéia do 'falso' ente):
Drogada por sua mente e pensamentos perturbados; Prostituída pela cega
ignorância alheia.
Pela razão ,vê -se que os problemas [in]existentes sempre foram partes
sua.
Na emoção, vê-se que sempre [os] encondeu.
Ela pensara ter conhecido algo que não é.
Nunca foi.
A grafia está errada e a estética ultrapassada...
...agora sim, de um jeito ou de outro o mundo exterior ñ existe.
Ou quem sabe...,ela?
:: por <#Doralinda#> :: 13:20:41 ::
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quarta-feira, 8 de março de 2006
Foi porque ele já não conseguia ficar sem o sorriso dela enquanto jogava o cabelo e passava as mãos graciosamente trançando-os enquanto conversavam;
Com encontros inusitadamente planejados ela percebeu que a saudade estava
escondida, e que aquela verdade lhe era um tanto familiar;
Foi então porque tudo parou.
Ele ficou vazio e incompleto e de repente se deu conta do pq de estar tudo errado...:
...perdera aquele barulho e aquele riso característicos que pareciam ser unicamente para ele.
E ele não podia ver,mas seus olhos brilhavam ao falar nela;
E ela tentava acreditar em sua mentira; Em vão;
Tudo sempre muito peculiar;
(...)
Uma vez ela o teve, e foi quando um olhar dele a fazia sentir-se a mais preciosa.
Era uma época inocente em que sua maior preocupação era escolher entre qual saia usar para impressioná-lo(E msmo assim,preocupação vã, uma vez que aos olhos do rapaz sua "bonequinha"estava sempre perfeita).
Ela não conhecia até então o significado de noites mal dormidas,sequer saudade. Tudo adquirira novo significado.
(...)
Ñ se sabe ainda hoje se o mocinho fingia-se cego ou realmente era o último a notar o qnt pertencia à ela;
E ele não podia ver,mas seus olhos brilhavam ao falar nela;
E ele (agora,também) tentava acreditar em sua mentira; Em vão;
Tudo sempre muito peculiar;
(...)
Dois corpos,duas essências opostas , completamente distintas que se identificam pelo prazer do amor,alimentando o corpo e o eu mais profundo.
Prazer legítimo de um sentimento pleno que gera "aquela famosa" felicidade em seu estado mais natural.
Libertador,confiante,espontâneo e indestrutível.
(...)
Pelo já [des]conhecido e pelo que se vive, vê, ouve,e pensa,foram apenas tentativas frustradas de aceitar uma mentira criada pelos próprios protagonistas.
Sobre um conto de fadas narrado inicialmente pelo clímax,o que se espera, naturalmente, é o desfecho clichê...
...Mas estes não viveram felizes para sempre.
Por que o sempre, está sendo.
Por Zé Bolog
[baseados ou ñ em fatos reais,estou de volta à ativa]
:: por <#Doralinda#> :: 22:28:19 ::
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